17º Fórum de Gestão de Pessoas da ABRH-RS lota o Teatro da Feevale para debater a Liderança em Tempos de Mudança | ABRH RS

17º Fórum de Gestão de Pessoas da ABRH-RS lota o Teatro da Feevale para debater a Liderança em Tempos de Mudança

 

A ABRH-RS promoveu o 17º Fórum de Gestão de Pessoas no dia 20 de agosto e debateu o tema “Liderança em Tempos de Mudança”. O encontro ocorreu no Teatro da Feevale, em Novo Hamburgo, e reuniu o palestrante e empresário, Roberto Shinyashiki; o CEO da Inova Consulting, Luís Rasquilha; além de um painel com cases de empresas como o Sicredi, a SAP e a Bia Brazil. “O líder no cenário atual precisa desdobrar-se em diversas atuações, personalidades, permear entre todas as gerações presentes no mercado. Com isto, o evento segue a essência da ABRH-RS, que é disseminar conteúdos relevantes para desenvolver pessoas e empresas”, revelou a vice-presidente de Expansão da ABRH-RS, Simone Kramer.

 

O famoso consultor, palestrante e empresário, Roberto Shinyashiki, tratou da temática “Liderança Exponencial” e foi o ponto alto do evento por toda a experiência empresarial e atuação com Gestão de Pessoas. “Ser rico não significa ter muito dinheiro, ser rico é ser livre”, afirmou. Segundo ele, o profissional de RH possui a responsabilidade de conduzir a transformação mental dos colaboradores para que se mantenham atualizados e concorram a espaços e oportunidades em meio ao cenário da Indústria 4.0, além de propiciar um ambiente de colaboração e criatividade. “É importante sair da frente do computador e de suas salas para interagir e ver as pessoas, saber o que elas estão fazendo ou pensando”, completou.

 

Sob o ponto de vista da carreira, Shinyashiki afirmou que a inovação não é somente tecnologia, mas sim a atitude do profissional. “Não aplauda cases disruptivos como Airbnb e Netflix. Faça como eles e contrarie a lógica. Se você está em uma árvore sem que ninguém a balance para você cair, repense, pois está em um lugar que ninguém deseja ocupar”, disse. Por fim, o palestrante ressaltou que é preciso sofrer as derrotas e aprender em cada situação: “Acostumar-se com o erro torna-o comum. É preciso resolver e entender para melhorar. Ser líder é fazer com que as coisas aconteçam no tempo, aprimorando o produto continuamente e de maneira colaborativa”, discorreu.

 

Rasquilha apresentou a palestra “Viagem ao Futuro: a mudança de era e o profissional conectado”. Segundo ele, o mundo tornou-se plano e, hoje, concentra-se na palma da mão dos seres humanos: “O retrovisor é menor que o para-brisa, pois o caminho que está por vir é mais importante do que o já trilhado. A combinação de tecnologia e pessoas é a chave para evolução dos negócios. As empresas ainda não entenderam que precisam ter o mindset da adaptabilidade”. O palestrante apresentou a informação de que 40% das empresas inovadoras e disruptivas de hoje não existirão mais até 2021. “A única saída é preparar-se e não resistir às transformações”, finalizou.

 

No painel de cases, o diretor Executivo do Sicredi, Solon Stahl, apresentou os diferenciais da cooperativa que possui 115 anos de atuação, com 3,8 milhões de associados no Brasil, presente em 22 estados e mais de 24 mil colaboradores. “O que nos trouxe até aqui não nos manterá para os próximos 10 anos. Olhamos para o futuro sem perder nossas raízes”, relatou. Já a fundadora e proprietária da Bia Brazil, maior exportadora de roupas de ginástica do Brasil, Beatriz Dockhorn, discorreu sobre a atuação globalizada da empresa que fundou em 1994. “Em 1996, éramos a primeira micro e pequena empresa que exportava no Brasil. O mundo faz o básico, de maneira geral, é preciso ter foco e buscar diferenciar-se dentro de um segmento”, contou. Hoje, a empresa possui franquias em mais de 60 países, entre eles: Espanha, Croácia, Estados Unidos, Líbano, entre outros. Já o customer success manager da SAP, Filipe Rollof, enfatizou que empresas inclusivas lucram mais e são mais propensas à inovação. “Quando falamos de diversidade, trata-se de uma análise demográfica do ambiente externo e interno da organização. A perda anual das empresas pelo machismo estrutural no mundo alcança 12 trilhões de dólares”, concluiu. Segundo Filipe, a segurança psicológica é um dos fatores mais importantes para o sucesso das organizações e afirmou que 87% dos colaboradores da SAP apoiam a diversidade.

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